Atendendo a pedidos, aí vai minha review do show do R.E.M. que assisti ontem (10/11), na Via Funchal, aqui em São Paulo. Minha companhia consistia de uma amiga e um amigo do trabalho, mais o noivo da amiga (Geisa, Gustavo e Luis, algumas das pessoas mais divertidas ever, com direito a imitações hilárias no caminho).
Com o show marcado para as 22h, saímos do hotel um pouco antes das 20h. Tentamos achar algum lugar próximo para comer, mais desistimos, com esperança de que fôssemos encontrar algum tipo de comida por lá. Chegando na Via Funchal, havia uma considerável fila para entrar. Fomos até a bilheteria retirar os ingressos, onde pegamos uma micro fila de duas ou três pessoas. Ao voltarmos, já estava liberada a entrada e a fila já não existia mais. Entramos e fomos até o café. Tinha mesinhas confortáveis e estava vazio, pedimos uma pizza e bebidas, comemos tranquilamente e fomos para o show, no andar intermediário.
Chegando lá, econtramos as pessoas razoavelmente dispersas, sem amontoamento nenhum. A "pista" tem vários níveis (creio o espaço também é usado com cadeiras, dependendo do evento). De onde ficamos, não muito perto do palco, dava para ter uma boa visibilidade. Ainda que o ar condicionado não dê conta de todo o espaço, estava uma temperatura bem razoável, pelo menos onde eu estava. Chegamos já no começo do show de abertura do Wilson Sideral. Sim, ele era a atração de abertura, não faço idéia do porquê. Bem que tentou animar a galera, coitado, mas não teve muito jeito. O ponto alto da apresentação dele foi ter começado com bastante antecedência; eu estava imaginando que ele começaria após as 22h, e aí outro tanto até entrar o R.E.M. Mas não, às 21h30 ele já estava encerrando, para a satisfação da maior parte da platéia. Apesar de claramente não estarem empolgados, os presentes foram educados e aplaudiram, alguns até se aventurando com umas maõzinhas para cima.
22h15 or so, começa o show de verdade! "Living Well Is The Best Revenge", do disco novo, "Accelerate", abre o show. Na seqüência, uma bela combinação de hits com algumas músicas novas, passando por "Everybody Hurts", "The One I Love" e "Bad Day". Minha favorita do disco novo, "Hollow Man" também estava no setlist, mas senti falta de "I'm Gonna DJ". Michael Stipe estava super animado, falante e dançante. Claro que ele mencionou a vitória do Obama; disse que dessa vez eles estariam felizes em voltar para casa, enquanto o telão mostrava artes como "Obamatic For The People". O bloco "pré-bis" foi arrematado com "It's The End Of The World As We Know it (And I Feel Fine)". Quando estavam voltando ao palco, fiz uma rápida "aposta" com o Gustavo sobre qual seria a próxima. Ele foi de "Losing My Religion" e eu de "Supernatural Superserious". Os dois acertaram: primeiro veio a nova e logo depois a clássica. Teve ainda "(Don't Go Back To) Rockville", cantada pelo baixista, e "Man On The Moon" para finalizar, totalizando cerca de 2h de show.
Confesso que estava meio cansada (acordei às 05h00 para pegar o vôo POA-SP), mas valeu muito a pena!!! Fiquei positivamente impressionada com a qualidade da estrutura e tranqüilidade para entrar e sair do show, sem tumultos, sem apertos, táxi disponível na saída. Realmente, o preço consideravelmente mais alto do que em POA é justificado (ainda mais que os estudantes aqui pagam meia). Eu que nunca fui muito de ir a shows, especialmente por preguiça de enfrentar todo o processo de chegar muito mais cedo, enfrentar fila, sofrer esmagamentos... agora pretendo ficar atenta aos vários shows legais que rolam por aqui. Stay tunned!
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